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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tartarugas, jabutis e cágados: afinal, qual é a diferença?

Tartarugas, jabutis e cágados costumam confundir a cabeça das pessoas. Afinal, são todos iguais ou existem diferenças significativas entre esses quelônios que podem chegar a um século de vida?

Olá amigos do Seres da Minha Natureza!


Antigamente, na cidade onde moro, Santo Ângelo (RS), havia algumas espécies de répteis que ficavam num lago da Praça Pinheiro Machado, mais conhecida como Praça da Catedral, ou, por causa da presença de um casal de jacarés, por Praça dos Jacarés. Lembro-me muito bem disso, pois, quando criança, passava pela praça para observar os animais toda vez que ia para a escola, o Colégio Estadual Onofre Pires (situado em frente a Praça). O lago também possuía espécies de tartarugas que, muitas vezes, pareciam que eram ELAS que nos observavam quando colocavam suas cabeças para fora d'água. Eu achava muito engraçado quando elas faziam isso com a cabeça!
Porém, com a reforma que a Praça passou tempos atrás, os animais foram retirados por orientação de órgãos ambientais. Mas, com certeza, as lembranças ficam e venho aqui relembrar essa fato da minha cidade para começar a falar de uma questão que confunde muito a cabeça das pessoas: afinal, tartarugas, jabutis e cágados são a mesma coisa?

Mas, primeiro: o que são Quelônios?

Quelônios são uma das ordens dos Répteis, na qual possuem uma carapaça na parte de cima (dorsal) e um plastrão embaixo (ventral), servindo de proteção. Com isso, as tartarugas, os jabutis e os cágados são répteis que pertencem a ordem dos quelônios. A maioria das diferenças entre esses animais se refere ao habitat dos mesmos. Confiram abaixo:

As tartarugas

Esses quelônios são animais aquáticos, ou seja, podem habitar água doce ou salgada. É por isso que seus pés possuem a forma de nadadeiras. O tamanho e o peso variam bastante; há espécies com mais de 200 quilos!
As tartarugas possuem o pescoço mais curto em relação aos cágados; por isso, elas recolhem seu pescoço para trás, enquanto que os cágados precisam dobrar para o lado antes de recolhê-lo. 

Os jabutis

São unicamente terrestres, sendo encontrados em florestas e campos. Por viverem no chão, possuem as patas adaptadas para andar, lembrando as patas dos elefantes, tendo os cinco dedos unidos até a unha, que é bem grossa. O pescoço é sempre recolhido para trás, como nas tartarugas. Sua carapaça é alta e arredondada. São onívoros, ou seja, alimentam-se de frutas, verduras, pequenos invertebrados e às vezes de material em decomposição. Podem medir cerca de 35 a 45 centímetros de comprimento.


Os cágados

Vivem tanto na água quanto na terra, podendo habitar água doce de rios, lagos e lagoas. Em seus pés, encontram-se cinco dedos ligados por membranas para facilitar a natação. A carapaça é achatada para o mesmo objetivo. O tamanho pode variar de 15 a 30 centímetros de comprimento. Os cágados recolhem o pescoço lateralmente, ou seja, precisam dobrá-lo antes de recolhê-lo. Sua alimentação varia com a espécie de cágado, podendo ser vegetarianos ou carnívoros.
Por Laís Madrid
Professora de Biologia
Fontes de Pesquisa:
tartarugas,jabutis,habitat

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dragão de Komodo e sua saliva letal: fato ou mito?

O Dragão de Komodo causa espanto por lembrar do mito dos possíveis dragões que habitaram nosso planeta, ainda mais porque este tem a saliva letal.

Olá amigos!!


A cada dia que passa, percebo que os alunos ficam fascinados quando levamos a eles informações sobre animais estranhos, com características que não são comuns nos demais animais. 
Em minha última aula sobre os répteis, surgiram falas sobre um bicho muito diferente dos que estamos acostumados a ver em nosso cotidiano: o Dragão de Komodo!


Nas duas turmas de 6ª séries que atuo, ambas fizeram a mim a mesma questão: "é verdade que a saliva deste animal é venenosa?"
Pois bem, segundo o que se tinha conhecimento, a saliva do Dragão de Komodo (Vanarus komodoensis) contém bactérias com alto grau de patogenia, ou seja, capazes de causar doenças no animal que o mesmo atacar. Na saliva há entre 50 e 80 tipos de bactérias. Tantas bactérias entrando na corrente sanguínea numa mordida são sinônimo de infecção e morte. Algumas destas bactérias são: Staphylococcus sp, Providencia sp, Proteus sp e Pseudomonas sp.


Mas o que realmente impressiona é que as vítimas geralmente não resistem ao seu ataque, e, se não morrem no mesmo dia, acabam sucumbindo dias depois. Porém, segundo os especialistas, estes achavam que era improvável uma infecção bacteriana ser capaz de matar um animal em 1 ou 2 dias apenas. Com isso, verificou-se que não são as bactérias as responsáveis por isso, e sim, que o Dragão de Komodo realmente possui veneno!

De acordo com Stephen Wroe, da Universidade de New South Wales, na Austrália, um dos estudiosos sobre essa nova descoberta, “a ideia de que este animal mata por meio de bactérias orais está errada. O dragão tem veneno. Durante a evolução, ele modificou suas glândulas salivares de modo a produzir agentes hipertensivos e anticoagulantes que, combinados com adaptações cranianas e dentárias específicas, permitiu que pudesse matar animais maiores por meio de hemorragias fulminantes”.


Depois de extirparem a glândula de veneno de um dragão doente em um zoológico, os cientistas usaram espectrometria de massa para obter um perfil químico do veneno. Descobriram que a toxina tem semelhanças com as do Monstro-de-gila (Heloderma suspectum) e de diversas serpentes. O veneno causa uma grande perda de pressão sanguínea na vítima ao dilatar os vasos sanguíneos e evitar a coagulação na área atingida, levando a presa a um estado de choque.

Aqui vão algumas características do Dragão de Komodo:
  • Podem pesar até 250 kg e medir 3 m de comprimento, na idade adulta;
  • Os machos são maiores que as fêmeas. Mas ambos têm corpo resistente e forte, cauda comprida e patas curtas, com cinco garras poderosas em cada uma. São próprias para rasgar a carne de suas vítimas.
  • A boca é equipada com dentes de 2 cm de comprimento, pontiagudos, serrilhados e voltados para trás
  • Têm língua bifurcada, usada para "sentir" o ambiente que os cerca. A língua colocada para fora capta moléculas de cheiro.
  • Apesar do tamanho e peso, são capazes de correr até 20 km/h, o que torna impossível para um ser humano correr de tal criatura.

E, para os mais curiosos, aqui têm algumas informações bem interessantes:
  • Até a Primeira Guerra Mundial muita gente achava que os Dragões de Komodo eram uma lenda. Então um piloto sobreviveu à queda de seu avião perto da ilha de Komodo, contando sobre os dragões.
  • Não são muitas as espécies que conseguem sobreviver a um ataque do Dragão de Komodo - entre elas estão o homem e o próprio Dragão de Komodo. 
  • Está ameaçado de extinção, com cerca de 4.000 espécimes selvagens. Por isso, o governo da Indonésia criou um santuário para os dragões ainda existentes e para suas presas naturais, no Parque Nacional de Komodo.
  • O Dragão de Komodo está no topo da cadeia alimentar em seu habitat, não possuindo nenhum predador.
Laís Madrid
Professora de Biologia

Fontes:
Komodo,veneno,saliva

domingo, 16 de setembro de 2012

Cobra-mole: réptil ou anfíbio?

Olá, amigos!

Estava trabalhando com meus alunos da 6ª série sobre vertebrados e, então, resolvi buscar novidades para apresentar a eles. Como já haviam pesquisado um pouco sobre os cinco grupos de vertebrados (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos), resolvi mostrar a eles um animal que fora descoberto este ano aqui em nosso país. Um animal que, à primeiro vista, é idêntico a uma cobra. Vejamos abaixo:


Observando a foto, quais características podemos observar? Esse animal possui o corpo cilíndrico, alongado, movimenta-se rastejando, possui boca ventral e uma pele aparentemente úmida e viscosa. Essas características nos remetem as mesmas de um réptil, as serpentes. Todas, exceto a pele úmida e viscosa. Os répteis, como é sabido, possuem a pele seca, podendo ser recoberta por escamas, placas dérmicas e carapaças. Portanto, não se trata de um réptil, e sim, de um anfíbio raro.


Segundo os especialistas, o nome científico deste animal é Atretochoana eiselti, com o nome popular Cobra-mole. Este foi descoberto no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Ântônio, no Rio Madeira, em Porto Velho - RO. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas "América do Sul".


O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano Tupan, biólogo analista socioambiental da Santo Antônio Energia, explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo. Os cientistas acreditam que este seja o maior anfíbio sem pulmões já encontrado – o animal respira através da pele.


Dois exemplares do animal já descobertos no Rio Madeira estão no Museu Emilio Goeldi, em Belém. Os pesquisadores acreditam que o anfíbio vive na bacia do rio, que vai até a Bolívia, e no estado do Pará.


Achei essa notícia muito interessante e resolvi mostrar para os alunos. Eles acharam o máximo! Ficaram muito curiosos sobre esse anfíbio com características de serpente. Ao olharem as imagens, alguns acharam o animal um tanto nojento, por ter a pele úmida. Outros até acharam que era uma serpente! Mas, depois de muitas explicações, todos entenderam que este é um anfíbio especial e raro e que, por isso, é confundido com uma cobra comum.

Algumas curiosidades surgiram com essa notícia, como se a A. eiselti é venenosa e qual o seu tamanho na fase adulta. Sobre a questão do veneno, até agora, não encontrei nada a respeito. Segundo estudos, nada é conhecido sobre seu comportamento, mas é provável que a cobra-mole seja um predador e/ou limpador. Sobre seu tamanho, foi encontrado que ela pode medir até 75 centímetros.

Curiosidade sobre os anfíbios

Os anfíbios são verdadeiros sensores ambientais, sendo, portanto, sensíveis às mudanças do seu ambiente. Um dos motivos da sensibilidade dos anfíbios está relacionado a seus diversos modos reprodutivos. Há espécies que depositam seus ovos em meio aquático (água corrente ou parada); em meio semi-aquático (em ninhos de espumas flutuantes ou na vegetação acima d’água); e ainda em ambiente terrestre, no solo da mata. Outros fatores que afetam a atividade reprodutiva dos anuros (sapos, rãs e pererecas) são a temperatura do ar, a quantidade de chuvas, a luminosidade, além da ação humana. Ao menor desequilíbrio em seus habitats naturais, o anfíbios - sobretudo os anuros - reduzem sua capacidade reprodutiva, podendo-se observar o rápido desaparecimento de populações (Conservation International - CI).

Fontes de pesquisa:
Cobra-mole,anfíbio,Atretochoana eiselti

domingo, 2 de setembro de 2012

Vênus e Meg: mera coincidência?

Olá amigos!

Andei observando que a minha gata, a Meg, tem traços semelhantes aos de Vênus! E talvez Meg seja mais fotogênica também (será que é por que sou mãe coruja? Nossa, que mistura de animais essa minha última frase!).



Meg é um ser incrível... ser esse que faz parte da minha vida, da Minha Natureza! Ter um animal doméstico é a melhor dica para quem precisa de um amigo no qual você sempre vai poder confiar!
Mostro aqui os Seres da Minha Natureza que você pode trazer para a sua. Meg foi adotada pela minha família e hoje ela tem três anos. A cada dia que passa, aprendo muito com ela! Faça isso você também!
animal,doméstico,Vênus

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Vênus e seus olhos coloridos: colírio para os nossos!

Olá amigos amantes de felinos!

Continuando com meu último post sobre heterocromia, a gatinha Vênus, sem dúvida alguma, está sendo um ótimo exemplo para explicar esta característica que é mais comum em gatos. Por isso, selecionei mais algumas fotos desse fascinante animal:



Há muitos comentários que gatos são seres místicos. E isso confunde a cabeça das pessoas, pois muitas têm medo de gatos, criam fantasias a respeito. Sendo ou não sendo místicos, sei dizer que esses animais são encantadores, muito dóceis e, se bem tratados, serão seus eternos amigos. E, convenhamos: olhar para essa gatinha aí não tem como não se encantar, não é mesmo?


Enquanto Vênus parece não se importar em ser fotografada, o amarelo lá atrás sorri contente!


Importante! Cuide dos animais! Ame-os e sempre tenha em mente que eles precisam de você!
Fonte: Facebook VênusCat

sábado, 25 de agosto de 2012

Olhos coloridos e a heterocromia 2: Vênus!

Olá pessoal!

Continuando com meu último post sobre heterocromia, eu quero falar um pouquinho de uma das fotos que eu postei aqui:


Essa é a gatinha Vênus. Ela mora na Carolina do Norte (EUA) e ela se tornou sensação na internet pelo fato de que, além de possuir a face divida quase que simetricamente nas cores preta e amarelada, possui heterocromia, o que a torna um animal raro e muito exótico!
Abaixo, mais algumas fotos de Vênus:




http://www.facebook.com/VenusTheAmazingChimeraCat ----> Facebook da gatinha Vênus

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Olhos coloridos e a heterocromia: beleza exótica rara

Olá amigos!!

Gosto muito desse trecho da música interpretada por Sandra de Sá "Olhos Coloridos":
"Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Eu estou sempre na minha
E não posso mais fugir..."
Logo eu penso: não tem como não olhar para alguém que possui os olhos coloridos... é quase um vício! Agora, imaginem se essa pessoa tem "esses" olhos coloridos:

Realmente, não tem como evitar observar esses olhos coloridos. E a esse tipo de cor dos olhos chamamos de Heterocromia!

Um pouco mais sobre heterocromia
Heterocromia da íris é o termo usado para designar a situação em que uma pessoa tem olhos de cores diferentes, por exemplo, um olho castanho e o outro azul, ou regiões de cores diversas no mesmo olho.
Existem várias causar para a heterocromia, mas em geral, ela resulta de um desenvolvimento anormal dos melanócitos na camada anterior da íris, o que torna o olho claro. Os melanócitos necessitam de impulsos nervosos para sobreviver; se, por alguma razão, o estímulo nervoso ao olho ou a uma região da íris for interrompido, a cor mudará.
Existem também genes de expressividade variável que podem ser ativados em apenas um olho, ou até mesmo em áreas restritas de uma íris, impedindo a síntese de melanina e tornando o olho, ou a área afetada, azul.
A heterocromia é relativamente rara – afeta cerca 11 em cada 1.000 pessoas na América. Pode ser herdada dos pais e surge da combinação de vários fatores, genéticos e adquiridos. E não é necessariamente um sinal de fraqueza genética.
Animais também podem desenvolver ou nascer com heterocromia; huskies e gatos – principalmente gatos brancos – são particularmente conhecidos por isso.

 Fonte: AMABIS & MARTHO. Fundamentos da Biologia Moderna. 4.ed. São Paulo: Moderna, 2006.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Paradoxo da Ciência: o que veio primeiro, o ovo ou a galinha?

Amigos amantes de Ciências e Biologia! 

O enigma que pensávamos ter desvendado sobre a célebre questão "o que veio primeiro: o ovo ou a galinha?" está sendo revisto pelos cientistas.


Durante a minha graduação em Biologia, estudei que o OVO com casca dura teria surgido primeiro quando os répteis habitavam a Terra. Dentre as características destes, os répteis adaptaram sua reprodução no tocante a colocarem ovos com casca mais resistente que dos anfíbios para resistirem ao ambiente terrestre, já que os anfíbios vivem parte de sua vida na água e sua reprodução depende dela.
É considerado, atualmente, pelos cientistas que um fóssil encontrado denominado Archaeopteryx seria o ancestral das aves. Confira abaixo:

"Há 150 milhões de anos, um réptil alado, o Archaeopteryx, possuía pena e bico com dentes, em uma estranha mistura de réptil e ave. Há 70 milhões de anos, alguns animais já apresentavam diversas características das aves atuais.
O Archaeopteryx é a ave fossilizada mais antiga que se conhece, cujo corpo era coberto de penas, como as aves atuais. Possuía asas bem desenvolvidas, um rabo comprido e garras típicas de uma ave que empoleira, o que nos sugere que ela podia subir nas árvores.
Os dados atuais são insuficientes para que possamos identificar os ancestrais das aves, porém tudo nos leva a crer que elas evoluíram de dinossauros bípedes terrestres que utilizavam os membros anteriores para capturar suas presas. As penas desenvolveram-se com a funcionalidade de isolamento térmico ou mesmo para sua exibição para a fêmea no acasalamento. Além disso, as aves utilizam as penas para o voo. A superfície das asas apresenta penas fortes, a cauda com aspecto de leque serve para estabilizar o voo, e as penas que recobrem o resto do corpo evitam a perda de calor da ave para o meio ambiente. Em ambientes frios, as aves eriçam as penas e aumentam o volume de ar retido entre estas."

Fonte: Sistema de Ensino CNEC.

Esse ano, durante as aulas de ciências das turmas da 6ª série das quais sou professora, os alunos me fizeram a tal pergunta! E quando fui confirmar o que eu, até então, tinha estudado, me surpreendi com a seguinte notícia:

"Agora, pesquisadores das Universidades de Warwick e Sheffield acreditam ter encontrado uma pista para solucioná-lo: uma proteína presente na galinha que provaria (pelo menos em parte) que ela veio antes do ovo.
Estudando a formação da casca dos ovos, os pesquisadores usaram computação para criar simulações das dinâmicas moleculares das cascas. Nesse processo, eles descobriram como age uma proteína específica da galinha, a ovocleidin-17 (OC-17) que tem papel na formação da casca do ovo.
Ela é achada somente na parte dura da casca e parecia influenciar a transformação de CaCo3 em cristais, o que faria a casca resistente. Apesar de sua influência na casca ser conhecida, a forma como ela agia ainda não o era.
No estudo, os pesquisadores descobriram que a OC-17 age como um catalisador, se juntando ao carbonato de cálcio para iniciar a formação dos cristais e depois “soltando-o” quando o núcleo cristalizado já está suficientemente grande. Isso libera a molécula da OC-17 para continuar a cristalização, se justando a outros carbonatos e assim por diante... acelerando a velocidade da criação da casca do ovo.
Como o ovo só pode ser formado por meio da proteína da galinha, isso poderia colocar um fim ao mistério de “quem veio primeiro”. Hipóteses já levantadas sobre "o ovo ou a galinha" incluem a possibilidade do ovo ter surgido antes. Nesse caso, o cruzamento de dois animais (sem serem as galinhas) teria resultado, por meio de mutação, no primeiro ovo de galinha. No entanto, os próprios pesquisadores admitem que se trata apenas de um “diversão” tentar resolver este mistério – e que este não era o objetivo principal da pesquisa.
O estudo sobre as cascas de ovo foi publicado na Angewandte Chemie International Edition."

Fonte: InfoAbril.com
<http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/galinha-veio-antes-do-ovo-sugere-estudo-16072010-40.shl>
Diante dos fatos, precisamos pensar o seguinte: a ciência não é estática, ou seja, de tempos em tempos, nossos conhecimentos sobre os fenômenos são mais aprofundados, com novas tecnologias, e, com isso, surgirão novas teorias, novas respostas. Nesse sentido, precisamos estar sempre bem informados. Esse é o meu papel aqui no blog e também em sala de aula!

E caso alguém saiba de uma informação interessante a respeito da evolução dos seres vivos ou qualquer outra notícia envolvendo Ciência, poste seu comentário aqui no blog! Participe!

sábado, 11 de agosto de 2012

Macaco-prego: primata criticamente ameaçado de extinção

Olá, amigos!

O popular macaco-prego (família Cebidae, gênero Cebus) pode apresentar algumas características que o difere dos outros macacos-prego. Em outras palavras, existem várias espécies conhecidas com esse nome. O Cebus robustus tem como característica de maior destaque a forma do capuz, com dois tufos altos, convergentes no topo da cabeça, o que forma um topete. Outra característica que o difere das demais espécies de macaco-prego é a coloração marrom-avermelhada da superfície lateral dos braços, escurecendo em direção aos pulsos, e a forma da linha dorsal longitudinal. Abaixo, uma foto do macaco-prego dessa espécie:

Já o Cebus xanthosternos se diferencia por possuir coloração amarelada no peito e na parte anterior do braço e da cabeça, com dois tufos muito pequenos e voltados para trás, dando a impressão de que não existem tufos. Conforme minhas observações no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o vídeo abaixo mostra o Cebus xanthosternos.


O Cebus robustus encontra-se, de acordo com o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (2010), na categoria de vulnerável (VU) e o Cebus xanthosternos encontra-se criticamente ameaçado (CR). E por que será?

PRINCIPAIS AMEAÇAS

a) Destruição e alteração do habitat;
b) Desmatamento;
c) Caça e captura de indivíduos para manutenção como animais de estimação.

Fonte: Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. 
Infelizmente, o ser humano acha que tudo que existe na natureza ele pode explorar, destruir e pode fazer o que bem entender, sem pensar que cada ser vivo que aqui existe tem um papel no equílibrio ecológico. O fato desses primatas estarem correndo risco de extinção se deve porque muitos de nós querem ter esses animais para si próprios, retirando-os do seu habitat natural para satisfazerem os seus caprichos: caprichos de humanos que querem tudo para si, pois a natureza foi criada para que possamos dominá-la!!! Enquanto pensarmos assim, cada dia mais e mais espécies se extinguirão, e daqui a algum tempo, a própria espécie humana... Pensemos!

Macaco-prego

Em visita ao Rio de Janeiro esse ano, não poderia deixar de visitar o Jardim Botânico. E eu consegui filmar muitas coisas legais, entre elas... Macacos-prego muito lindos!!! E eram vários!!! Pareciam muito familiarizados conosco!!! É curtinho o vídeo, mas vale a pena assistir!!!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cogumelos em meu jardim

Olá, pessoal!

O Seres da Minha Natureza surgiu depois de observar no jardim de minha casa um cogumelo, pois fazia muito tempo que eu não me deparava com um desses no jardim! Então, resolvi fotografá-lo!!!


 Um outro ser visitando o cogumelo: a mosquinha!!!

Detalhe do pé, com anel duplo

Segundo os materiais e meus colegas que consultei, esse cogumelo se encaixa no gênero Macrolepiota.
Depois de algum tempo, outro ser apareceu para apreciar a Macrolepiota: a felina Meg!!!





 Detalhe das lamelas de mesma cor e apertadas


Alguns dados do cogumelo do gênero Macrolepiota:
  • Frutificações anuais;
  • Chapéu de início ovoide ou globoso, depois convexo-estendido, de 10 a 25 cm de diâmetro;
  • Margem espessa, flocoso-fibrosa e quebrada;
  • Lâminas livres de cor branca, largas, muito apertadas e com lamélulas da mesma cor;
  • Pé cilíndrico, de 10 a 40 cm X 1-3 cm, oco, de base muito bolbosa e até 5 cm de diâmetro e regularmente com cordões miceliais brancos;
  • Anel apical, duplo, membranoso, branco na parte superior e castanho na inferior;
  • Carne espessa no centro do chapéu e muito delgada em direção à margem, branca e tenra. Reage com o fenol, assumindo rapidamente a cor parda;
  • Esporos brancos.